Redes e taxas

Redes integradas

A Vela tem 24 redes integradas, todas mainnets:

RedeGas pago emRedeGas pago em
EthereumETHArcUSDC (a moeda nativa)
BNB ChainBNBX LayerOKB
PolygonPOLStableUSDT0 (a moeda nativa)
ArbitrumETHSoneiumETH
OptimismETHMegaETHETH
BaseETHRobinhood ChainETH
AvalancheAVAXMantleMNT
GnosisxDAIKaiaKAIA
UnichainETHCeloCELO
TempopathUSD (sem moeda nativa)InkETH
MonadMONPlumePLUME
World ChainETHXRPL EVMXRP

Na maioria delas, você também pode pagar a taxa numa stablecoin em dólar que o relay aceite naquela rede (veja abaixo).

A sua carteira tem o mesmo endereço em todas as redes, porque o endereço é calculado a partir das suas chaves, não da rede.

Adicionar outra rede

Você pode adicionar qualquer rede EVM em Configurações → Redes, desde que ela tenha o que uma carteira Vela precisa: doze contratos padrão (o EntryPoint v0.7 do ERC-4337, os contratos do Safe v1.4.1, os módulos 4337 e de passkey da Safe, MultiSend, Multicall3 e dois implantadores determinísticos) e o pré-compilado EIP-7951 / RIP-7212, que verifica assinaturas de passkey no endereço 0x100. A carteira confere todos eles, inclusive com uma verificação de assinatura real no pré-compilado, antes de deixar você adicionar a rede. O pré-compilado tem dois nomes: EIP-7951 no Ethereum, ativo desde a atualização Fusaka (dezembro de 2025), e RIP-7212 nos rollups. A interface é a mesma, e a carteira aceita qualquer um dos dois.

O pré-compilado é indispensável. O endereço dele faz parte de como todo endereço da Vela é calculado, então não existe verificador alternativo nem como implantar um depois. Se uma rede tem o pré-compilado, mas faltam alguns dos contratos, a configuração de rede mostra o que falta e implanta o que qualquer pessoa pode implantar. Dois dos doze contratos que ela verifica — a fábrica de signatários de passkey da Safe e o código de signatário que essa fábrica implanta — só importam para uma carteira com mais de uma chave, e a verificação diz isso contrato a contrato: sem eles, uma carteira de chave única funciona normalmente, enquanto uma carteira cujo endereço veio de duas a sete chaves não pode ser implantada naquela rede de jeito nenhum.

Como uma transação é paga

A Vela é uma carteira ERC-4337: você não transmite a transação por conta própria. O app monta uma UserOperation, você a assina com uma das suas chaves, e um relay a envia on-chain e adianta o gas. (O ERC-4337 chama esse papel de bundler.) O relay é reembolsado dentro da sua operação: o pagamento é uma transferência da sua carteira para o relay que fica no mesmo lote da sua transação, então está coberto pela sua assinatura. Não há paymaster, ninguém patrocina o seu gas e ninguém pode recusar a sua transação por causa de uma política de patrocínio.

Qual é a taxa

A tela de confirmação mostra um único valor, na moeda da taxa e na sua moeda de exibição. Ele é calculado assim:

  • Gas que a carteira reserva. A carteira simula a transação e reserva mais gas do que espera usar: as estimativas de verificação e de execução são aumentadas em metade cada uma, com mínimos (por exemplo, a verificação é de pelo menos 300.000 unidades de gas quando a carteira já está implantada, e 2.000.000 na transação que a implanta).
  • Preço do gas. O maior entre a leitura que a própria carteira faz do preço de gas da rede e o preço do relay para a velocidade que você escolheu. A velocidade padrão é Rápido, que o relay precifica em cerca de 1,8 × a taxa base mais o dobro da taxa de prioridade.
  • Taxa = 3 × gas reservado × preço do gas, com mínimo de cerca de US$ 0,01. Na Tempo, o multiplicador é 2 e a taxa é paga em pathUSD.

A reserva fica bem acima do que a transação vai usar e o preço tem folga, então a taxa é maior do que o custo da transação on-chain — e maior ainda na sua primeira transação numa rede, que também implanta a sua carteira. O relay paga o custo real e fica com o restante; nada é devolvido. Em redes baratas, isso dá centavos; na mainnet do Ethereum, pode ser um valor considerável. Você nunca precisa adivinhar: o valor exato aparece na tela de confirmação antes de você assinar.

Quem recebe. A taxa vai para quem opera o relay configurado na carteira — o da Vela, a menos que você o troque. Qualquer implantação do vela-relay serve, inclusive uma que você mesmo rode, e a carteira usa a mesma fórmula qualquer que seja o relay escolhido.

Com o que você pode pagar

  • A moeda nativa da rede, sempre.
  • Uma stablecoin em dólar da lista do relay para aquela rede, quando o relay consegue precificar a moeda nativa. Stablecoins que você não tem ficam ocultas.
  • Na Tempo, que não tem moeda nativa, só pathUSD.

Você escolhe a moeda da taxa e a velocidade (Lento, Padrão ou Rápido) na tela de confirmação e nas Configurações.

A sua primeira transação numa rede

Você pode receber em qualquer rede antes de a sua carteira existir nela. Na primeira vez que você envia algo numa rede, essa transação também implanta o contrato da sua carteira (e um pequeno contrato signatário para cada chave extra). O gas da implantação entra na taxa dessa transação, então o primeiro envio em cada rede custa mais do que os seguintes.

Quando você envia o máximo de uma moeda nativa, a Vela reserva o suficiente para a taxa.

Quem opera o relay — e quem fica com a taxa

Por padrão, todas as redes usam o relay da Vela, e a taxa vai para a Vela. Você pode apontar a carteira para outro relay em Configurações → Avançado → Endpoints de serviço; um único endereço atende todas as redes integradas, e uma rede personalizada mantém o endereço de relay com que foi adicionada. O relay precisa ser o vela-relay — o da Vela ou um que você rode —, porque a carteira pede a cotação da taxa com um método específico da Vela que bundlers genéricos, como Pimlico ou Alchemy, não implementam. Quem opera o relay que você usa recebe a taxa; o guia de auto-hospedagem explica como rodar um.

O relay recebe uma operação que já está assinada. Ele não consegue mudar o destinatário, o valor, a taxa nem nada mais. Ele pode atrasá-la ou recusá-la, e escolhe quando ela entra na rede — então, num swap, ele poderia, em tese, negociar na sua frente dentro da sua tolerância de slippage.

Quando um relay fica sem gas

Um relay paga o gas com a própria tesouraria em cada rede. Se essa tesouraria estiver vazia, o envio para em Continuar — antes de qualquer assinatura — e mostra o endereço da tesouraria com um botão para copiá-lo (e, na carteira web, um QR code), quanto ela tem diante de quanto precisa, e em qual moeda:

  • Numa rede atendida pelo relay da Vela, quem opera o relay (a Vela) precisa reabastecê-la; você pode relatar o problema. Se não puder esperar, você pode, se quiser, enviar você mesmo uma pequena quantia da moeda nativa para a tesouraria. Essa contribuição não é reembolsável e não paga a sua própria transação.
  • Numa rede que você adicionou, abastecer o relay é responsabilidade de quem o opera — que pode ser você.

Enquanto essa tela estiver aberta, a carteira verifica de novo a cada poucos segundos. Assim que a tesouraria tiver saldo, ela segue sozinha; na tela de confirmação, ela só fecha o aviso, porque a assinatura é sempre você quem inicia.

Não existe conta de gas por carteira nem depósito de ativação: uma versão anterior da Vela tinha isso, e não existe mais.

Quando um relay não consegue alcançar uma rede

Um relay só consegue atender uma rede que ele consegue ler. Quando não consegue, o envio para em Continuar e diz isso — abastecê-lo não ajudaria.

  • Numa rede que vem com a Vela, resolver é com o operador; você pode relatar o problema.
  • Numa rede que você adicionou, o relay a lê pelo endereço RPC que você definiu para ela, então esse endereço precisa ser um https público. Um nó no seu próprio computador ou na sua rede local (localhost, 192.168.…) só pode ser atendido por um relay rodando ao lado dele — veja como rodar seu próprio relay.

Como a Vela lê cada rede

A Vela lê saldos e simula transações por meio de um conjunto de endpoints RPC em cada rede — os integrados, alternativas públicas e quaisquer chaves de provedor ou endpoints que você adicionar — e passa para o próximo quando um endpoint está lento ou fora do ar. Você pode definir seu próprio endpoint para cada rede em Configurações → Redes. (O app de Android hoje usa um único endpoint por rede, sem troca automática, e o app de iPhone ainda não deixa você mudá-lo.)

A cada solicitação, o relay recebe o endereço RPC que a carteira usa para uma rede — inclusive qualquer chave de API contida nele — para conseguir alcançar a rede que você usa. A carteira avisa isso onde você define um endereço ou uma chave de provedor; veja a política de privacidade.

A seguir: como as passkeys funcionam.