Como as passkeys funcionam

As chaves que controlam uma carteira Vela são passkeys: credenciais WebAuthn na curva P-256. O seu aparelho ou a sua chave de segurança cria cada uma delas, guarda a chave privada e só a usa depois que você confirma com Face ID, digital, o PIN do aparelho, ou um toque e o PIN numa chave de segurança. A Vela nunca recebe a chave privada; se um gerenciador de senhas a sincroniza, é ele que a guarda, criptografada, em seu nome.

O que é uma passkey

Uma passkey é um par de chaves pública e privada criado para um único site — no caso da Vela, getvela.app. Um app nunca recebe a chave privada; ele só pode pedir ao autenticador que assine algo, e o autenticador pergunta a você antes.

Onde a chave privada fica depende do tipo de chave:

Tipo de chaveOnde fica a chave privadaSincronizada com outros aparelhos?
Este aparelho — Face ID, Touch ID, digital, Windows HelloO gerenciador de senhas da sua plataforma (Chaves do iCloud, Gerenciador de senhas do Google) ou um gerenciador de senhas como o 1PasswordNormalmente sim, com criptografia de ponta a ponta, se a sincronização estiver ativada. Chaves do Windows Hello ficam no PC
Outro celular, conectado por QR codeO gerenciador de senhas desse celularIgual ao item acima
Uma chave de segurança física (YubiKey e outras chaves FIDO2, por USB ou NFC)Dentro da chave de segurançaNunca

Uma carteira Vela pode usar até sete chaves, em qualquer combinação, escolhidas quando você a cria; signatários e chaves de segurança trata dessa escolha.

Nenhum segredo para roubar por phishing

O phishing funciona fazendo você entregar um segredo. Uma frase de recuperação são doze palavras que alguém pode convencer você a digitar em algum lugar. Uma passkey não tem nenhum segredo que dê para digitar: não há nada para revelar, nada para colar, e um site falso não tem como pedi-la. E, como uma passkey é criada para um único site, o seu navegador só oferece uma passkey do getvela.app a páginas do getvela.app e dos seus subdomínios.

Isso elimina uma categoria inteira de perdas — a frase de recuperação roubada — que é comum na autocustódia.

Contra o que uma passkey não protege

Ela também não protege contra alguém que esteja com o seu celular desbloqueado e consiga passar pela verificação dele, nem contra quem controla a conta pela qual a sua passkey é sincronizada. Mantenha um código de bloqueio no aparelho, proteja a sua conta Apple ou Google e considere uma chave de segurança física, que não é sincronizada em lugar nenhum.

Como é assinar

  1. Você confirma uma transação na Vela, depois de ler o que ela faz.
  2. O seu aparelho ou a sua chave de segurança pede Face ID, digital, o seu PIN, ou um toque mais o PIN.
  3. Ele assina, e só a assinatura volta para o app.
  4. O app entrega a operação assinada ao relay, que a envia; o contrato da sua carteira confere a assinatura da passkey on-chain antes de fazer qualquer coisa.

Para onde vai a chave pública

As metades públicas das suas chaves ficam gravadas num registro público na Gnosis Chain, para que um aparelho novo consiga encontrar a sua carteira. Esse é o assunto de recuperação e login.

A seguir: signatários e chaves de segurança.