Como as passkeys funcionam

Todo o modelo de segurança da Vela se apoia em uma ideia: a chave que controla sua carteira é uma passkey, criada pelo seu aparelho e guardada pelo seu sistema operacional — nenhum app, nem a Vela, consegue lê-la — e usada só com o seu rosto ou a sua digital.

O que é uma passkey, de fato

Uma passkey é um par de chaves pública/privada criado pelo seu aparelho. A chave privada fica com o serviço de passkeys do seu sistema — normalmente o Chaveiro do iCloud na Apple, o Gerenciador de senhas do Google no Android — criptografada de ponta a ponta, de modo que nenhum app consegue lê-la ou copiá-la. Os apps não recebem a chave: recebem a permissão de pedir ao seu aparelho que assine algo depois que você se autentica.

É a mesma tecnologia que protege o Apple Pay e o seu desbloqueio biométrico.

Por que não há nada para roubar por phishing

O phishing funciona fazendo você entregar um segredo. Com uma frase-semente, esse segredo são doze palavras que dá para digitar numa página falsa. Com uma passkey não existe segredo digitável. Um site golpista não consegue pedir que você «digite sua passkey», porque passkey não é coisa que se digite: é uma operação de hardware liberada pela sua biometria.

Isso elimina a forma mais comum de as pessoas perderem fundos em autocustódia.

Como é assinar uma transação

  1. Você confirma uma transação na Vela.
  2. Seu aparelho pede Face ID / Touch ID.
  3. Seu aparelho assina a transação com a sua passkey.
  4. A Vela transmite a transação assinada para a rede.

O mesmo gesto de desbloquear o celular — porque é o mesmo mecanismo de passkey que seu aparelho já usa em todo o resto.

Onde mora o resto

A chave pública da sua passkey é publicada num pequeno índice on-chain, para que sua carteira possa ser recuperada em um aparelho novo. Esse é o assunto da próxima página: recuperação e login.